Sim, eu tenho irmãos.
E, se vocês me perguntarem, até que essa é uma história engraçada.
Porque, para falar a verdade, até quando eu tinha uns cinco anos, eu sempre quis ter um irmão. Mas aí minha prima, que já tinha meu primo à tiracolo (haha, tadinho do Biel!), disse que era bom que eu não quisesse um irmão, porque só enchia o saco. E eu, naquela idade, acabava sempre aceitando o que ela falava.
(Nota: minha prima e meu primo tem uma diferença de idade de sete anos).
Acabou que eu tomei por verdade o que ela disse e, a partir de então, nunca mais quis ter um irmão ou irmã.
Os anos passaram, é claro, e eu fui crescendo. Meus pais separaram e eu realmente acreditei que não teria mais chance de ter um irmão ou irmã. E estava feliz. Para mim, estava bom demais. Filha única, vida boa, só assistindo televisão (sim, na minha época quero-ser-um-anime) o dia inteiro e, de vez em quando, entrando no computador para, sim, falar no Chat do UOL. (risos).
Quando eu tinha dez anos, minha mãe conheceu o Sérgio. No ano seguinte, todos fomos morar na mesma casa. Isso foi no fim de 2005. No começo de 2007, exatamente dia 14 de abril, minha mãe me deu a notícia: estava grávida.
O engraçado é que eu acho que ela queria me matar, porque eu já estava quase morrendo naquele dia. Não sei porquê até hoje, mas uns dois dias antes eu havia começado a sentir uma forte dor no peito e não conseguia nem respirar direito porque doía muito. Eu até cheguei a chorar de dor e por falta de ar. É claro que aquilo não ajudou muito - de fato, só piorou. Eu não conseguia respirar. uu’
Mas, voltando ao ponto, minha mãe me contou a notícia. Eu chorei. Na verdade, eu surtei. Não fiquei brava, mas me senti abandonada, como se tivesse sido deixada de lado. Eu tinha doze anos. Uhm… Para vocês terem noção, eu fiquei com febre de tão chocada.
Bom, minha irmã acabou nascendo em uma quinta-feira de fim novembro. Eu tinha treze anos então. Algum dia eu ainda escrevo aqui sobre esse dia, porque foi realmente muito engraçado e traumatizante. Haha.
Agora, com meu irmão, foi mais tranquilo.
O irônico é que meu pai me contou que minha madrasta estava grávida no mesmo dia que minha mãe me contou sobre minha irmã. Só que foi em 2009. Então, eu tinha quatorze anos e realmente não esperava isso do meu pai. Dessa vez, eu não estava morrendo alguns dias antes e também não fiquei com febre. Na verdade, minha resposta foi mais um ‘ah, tudo bem’, como se eu já estivesse acostumada. Haha. Meu irmão nasceu em dezembro do mesmo ano, quando eu já tinha quinze anos (:
Foi meio estranho porque meu pai simplesmente me ligou em uma tarde e disse: ‘Rebecca, seu irmão nasceu’ e eu ‘o_o Nasceu? Verdade?!’. Não foi tenso, como quando com a minha mãe, porque eu fiquei aqui em casa praticamente sozinha e acompanhando toda a tensão. Por algum motivo, eu achava que minha mãe ia morrer. HAUAHS. Hoje sei o quanto isso foi ridículo.
Sou muito feliz por ter meus irmãos na minha vida. Admito que as vezes bate uma saudade de ser filha única, mas eu não trocaria meus irmãos por nada nesse mundo! A única coisa que me incomoda mais é que, bom, eu sou muito mais velha que eles. Treze anos de diferença com a minha irmã e quinze com o meu irmão. Eles querem brincar e eu realmente não sou interessada nisso. Sempre fui uma criança que não brincava muito, ficava mais enfiada na frente da televisão, por ser filha única. Mas eu tento.
Amo vocês, Ulisses e Gabrielle, com toda a minha vida!

